segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Acaba aqui?
domingo, 24 de janeiro de 2010
456 anos de São Paulo
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Amanhã é um dia muito importante para a história desse país. Mais do que isso, para a história da humanidade. O povo paulistano provou que é possível viver na maior cidade do Sul do Planeta Terra e ainda assim preservar a cultura, a história e a diversidade do povo brasileiro. Somos um grande coração de mãe que acolhe todos os viajantes e seus costumes com ternura e hospitalidade. Estamos sempre abertos a novas concepções, idéias e tecnologias e é isso que nos torna tão amplos culturalmente. Somos uma casa que abriga debaixo de um mesmo teto muitas tribos, cada uma com sua música e seu estilo de cabelo, mas todos apaixonados por uma mesma cidade. Somos ao mesmo tempo lares, cafés e escritórios. Estamos em ônibus, trens e metrôs. Sintonizamos nosso amor numa mesma estação quando, apesar de cansados, enfrentamos o trânsito da Avenida do Estado. Porém sempre nos deixamos contemplar a beleza da arquitetura que se mantém viva mesmo quando os prédios a sua volta disparam em direção aos céus.
Alcançamos o título de NY do Século 21, e isso não é pra qualquer um. Porém enquanto caminhamos pelas ruas nos deparamos com o outro lado do progresso. Quantas vezes não estivemos cara a cara com a pobreza? Quantas vezes ela não bateu em nossa porta pedindo comida ou em nossos carros vendendo uma bala de goma? Ainda temos muito a aprender. Mais do que isso temos de deixar de lado as diferenças a aceitar que em uma cidade como a nossa o respeito é mais do que um sinal de boa educação, o respeito é um direito e um dever de cada célula humana que constitui esse complexo organismo que é São Paulo. Mas apesar de tudo isso eu sei que se trabalharmos juntos provaremos mais uma vez que nada é impossível quando estamos realmente determinados.
Somos todos uma família. Uma grande família que não para, e também, não pode parar de
Crescer.
E, amanhã e sempre, agradecemos a você, São Paulo, por acreditar em nós.
Parabéns São Paulo, pelos seus 456 Anos de conquistas e vitórias.
André Torres
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A Escuridão
Quando fecho as portas e janelas para o mundo estou construindo uma fortaleza em volta de mim e é em sua sombra que encontro meu refúgio. Quando apago as luzes finalmente consigo enxergar a pequena cabana no meio daquele campo verde. Mais alguns segundos e estou dentro dela apreciando uma xícara de café recém preparado por meus companheiros que agora ouvem discos antigos na sala, bem a minha frente. Atravesso o corredor passando pela cozinha e pela varanda até o oceano. Lá um barco me espera. Já é de manhã. Sinto no ar o cheiro do orvalho preguiçoso que me aguardava ansioso desde a tempestade da noite anterior. Partimos.
Fechar os olhos é abrir a mente para o desconhecido. É explorar as terras mais distantes e viajar até o fim das estradas mais longas. É percorrer a terra numa fração de segundos. É ver mil e um rostos e ouvir mil e uma vozes em uníssono num coral de cores e sensações diferentes.
A escuridão é uma ponte entre a realidade e o mundo da imaginação. Por mais densa e sólida que possa parecer à escuridão é totalmente moldável ás vontades do artista. A partir de uma única imagem surge em instantes um vasto mundo que se estende para além das fronteiras físicas do ambiente para o infinito. Não existe limite na escuridão. Ela é única, homogênea e imortal.
domingo, 4 de outubro de 2009
Vaga Noção
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Já passam das 3 horas da manhã quando se ouve o assombroso ranger de madeira ao descer de alguém pelas velhas escadas do casarão.
Os ritmados passos ecoavam escadaria a baixo dando a impressão de que um batalhão despertara e agora rumava pelos portões mundo a fora.
Um fragmento de luz surgira ao final do corredor e se ocultará rapidamente no mesmo instante. Ele seguia o rastro de poeira lentamente como se sua vida dependesse disso. Qualquer movimento em falso e seria tarde de mais.
Passou pelo lugar onde antes costumava haver pessoas rindo e dançando e agora não restava nada além de destroços e memórias.
A luz da lua adentrava pelas janelas laterais iluminando seu caminho e seu pensamento, fazendo lembrar do porque de estar fazendo isso. Pensou ter esquecido por alguns segundos e agora voltará a se perguntar.
Parou para reunir forças e depois retomou sua marcha para o desconhecido. O peso da dúvida e o medo do desconhecido pareciam aumentar seu cansaço e alimentar sua dor. Olhou para trás e viu todo o caminho que percorrerá. Cada segundo cada espaço, cada rosto. Tudo estava tão claro em sua mente que podia jurar que toda aquela jornada não passará de um sonho que durará apenas uma noite.
A história passava diante de seus olhos conforme ele se aproximava de seu destino. Em uma fração de segundos o longo corredor iluminou-se de vozes e cores e ele se via novamente cercado de todas as pessoas mais queridas que agora contemplavam comida e música em sua companhia.
A ilusão não durou muito tempo; O calor fora substituído, mais uma vez, pela tragédia e o esquecimento.
Talvez o desgaste e a fome tivessem afetado sua sanidade, mas ele realmente imaginou aquela cena em todos os detalhes possíveis. Fora tão real que pudera sentir o mínimo movimento de um jogador ao mover uma pequena pedra de xadrez.
Sua jornada chegará ao fim. Seu relógio de ouro não era mais capaz de lhe dizer as horas. O tempo e espaço se alinhavam em um compasso musical engraçado e intrigante. Não sentia mais medo e nem tanta dúvida quanto antes. Ele estava pronto para partir.
Três passos á sua frente havia uma grande porta de madeira que o separava do mundo que ali se escondia.
Dois passos. A porta permanecia trancada, mas hoje, ele quem estava aberto. Partiu.
domingo, 23 de agosto de 2009
Ventos Cortantes
Reza a lenda que todos têm um dia de sorte. Um dia em que, teoricamente, as forças do universo conspiram a nosso favor. Talvez seja uma questão de lógica ou apenas mais uma lenda urbana; Tudo depende unicamente do modo como você enxerga a vida.
Para ele, os dias de sorte não existiam. Ele acreditava que sorte e azar são conceitos vagos, sem pé nem cabeça. Foram um modo que o homem encontrou de justificar seus fracassos e agradecer suas conquistas ao acaso. Mas para ele o acaso não existia. Era como se tudo fosse predestinado a acontecer daquela forma.
O sucesso para ele deveria ser conquistado com dedicação e trabalho duro. Por toda a sua sofrida vida carregou o peso da derrota em suas costas. Hoje sem mais forças para lutar ele se senta na varanda e observa as folhas sendo carregadas pelo vento. Lentamente ele vê sua vida passando rápido de mais para que possa acompanhá-la.
Nunca terá um único dia de sorte sequer. Tudo que conquistará era fruto dos dias e noites em que acordou exausto, dos raios de sol quentes e o vento cortante que agredia sua pele flácida.
Quantas noites não passou em claro na esperança de que o amanhã seria melhor do que o dia anterior? Mais o amanhã nunca chegará.
Agora sua estrada chegará ao fim. Ele sabia que não tinha muito tempo de vida. Nesse dia ele não saiu ao sol. Nesse dia, ele não carregou seus erros e magos nas costas. Apenas naquele dia ele encontrou, finalmente, a paz.
André Torres
(Michele disse que era nota 10. eu dei um 8. O que vocês acham?)
A Fonte
Por muitas vezes me flagrei pensando no vazio. Era como se tudo que vejo fosse uma mera ilusão de ótica, uma miragem. Como se o agora, assim como o ontem e o amanhã, como se o tempo fosse um conceito vago de mais para ser vivido. Sentia-me cheio de nada, inspirado e imerso em uma luz branca. Reluzente e infinita.
Lutava para me libertar da prisão de minha alma. Mas sempre que voltava a realidade, algo mais forte do que eu me puxava de volta para as profundezas de minha mente. Lá encontrei todas as repostas que procurava. Dentro de mim vivia um pássaro. Esse pássaro costumava cantarolar nos momentos mais inoportunos. Nas tardes de inverno, quando a chuva caia lá fora, o pássaro ficava encolhido em sua gaiola. Por outro lado quando me encontrava ao lado da pessoa desejada o pássaro cantava tão alto que chegava a me incomodar. A moça parecia apreciar seu canto.
Repreendi-o. Ele então se calou e fugiu. Pude vê-lo se afastar lentamente de mim em direção ao horizonte. Naquele mesmo instante o vazio tomou conta de mim por completo. Estava desorientado, sem rumo como um homem solitário que vaga pelo espaço sem um objetivo próprio, vivendo os sonhos e esperanças dos outros sem nunca ter sentido algo parecido.
Sentia-me culpado pelo ocorrido. O passarinho desaparecerá por muito tempo, até que em um dia como qualquer outro me encontrei no mesmo lugar em que estava tempos atrás. Surpreso, admirei mais uma vez aquele paraíso interior de cores vivas e aromas apaixonantes. De repente ouço um som familiar: Lá estava ele, na mesma árvore em que eu o esqueci. O pássaro então retornou para dentro de mim e mais uma vez sentia-me farto daquele sentimento. Realizado, acordei. Tudo estava no mesmo lugar. Havia despertado da ilusão como quem volta para casa depois de uma longa viagem. As lembranças ainda viviam em minha lembrança, porém as mudanças me despertavam interesse e curiosidade.
Mais algo estava diferente. Não, tudo estava diferente. Passei a enxergar o mundo com outros olhos. O mundo estava diferente, eu já não era mais o mesmo. O cantar do pássaro embelezava o mundo a minha volta.
André Torres
(De acordo com a Michele o texto ficou nota 10)
sábado, 18 de julho de 2009
O Poeta e o Pescador
O poeta e o pesador muito têm a falar nas tardes vazias de verão. Reúnem-se todos os dias a sombra da mesma árvore para decifrar o enigma da vida e encontrar as perguntas para nossas respostas.
O Poeta é um homem culto e formado. Conhece diferentes culturas e domina vários idiomas. Leu todos os livros, ouviu todas as músicas, provou de todos os sabores que o mundo pode oferecer.
O Pescador por outro lado é um homem simples e ingênuo. Seu mundo se limita às fronteiras de sua pequena cidade. Pela noite atira sua vara de pescar para o céu em direção a estrela mais distante e pesca sonhos que desafiam seus próprios horizontes.
O Pescador não sabe fazer prosa. Não sabe canto e nem poesia. O Pescador desconhece a magia da internet e as guerras do Oriente Médio.
O Pescador observa calmamente o movimento do mundo ao seu redor. Ouve o bater de asas de uma borboleta enquanto medita com seus olhos fixos na imensidão do espaço.
O Poeta e o Pescador são muito diferentes, mais ainda sim são grandes amigos.
Lembro-me de certo dia estar a caminhar por uma trilha mais afastada do centro da cidadela quando avistei ao longe o pescador sentado em uma pedra admirando a beleza do local.
Do outro lado, não muito longe dali, o poeta drenava a energia do ambiente a transformando na fonte de sua inspiração.
O Poeta e o Pescador são grandes amigos, mais ainda sim são muito diferentes.
Sentei-me um pouco para retomar o fôlego.
Naquela época adquiri o terrível hábito de arquitetar meus movimentos e assim tentar tornar o destino um pouco mais previsível. Como em um jogo de xadrez, movia sistematicamente cada peça conforme meus desejos e ambições.
Ao mesmo tempo admirava o dom dos dois amigos. que dentro de seus próprios universos contemplavam cada segundo como se fosse o último.
O Pescador voltava exausto pela trilha com uma cesta sem nenhum peixe se quer. Porém seu rosto expressava otimismo e grande satisfação.
Não demorou muito até o Poeta voltar de seu recanto sem ter escrito uma página sequer em sua caderneta. Mesmo assim pude perceber um ar de felicidade e orgulho em seus olhos.
Vivemos uma espera eterna por um dia onde cremos tudo ser perfeito, mas não sabemos que o dia mais feliz é o agora. Não podemos deixar que o medo do futuro e os erros do passado nos impeçam de viver o hoje. O melhor presente de todos.
O Poeta e o Pescador são grandes amigos. São os melhores amigos.
André de Jesus Torres
terça-feira, 14 de julho de 2009
Alanis Morissette - Ironic
Era um Clip de uma música que vinha com legenda. Eu achei a letra e a música mt legais, vou postar aqui um trecho:
Um homem velho fez 98 anos
Ganhou na loteria e morreu no dia seguinte
É uma mosca preta em seu Chardonnay (nome de um vinho)
É o perdão no corredor da morte, 2 minutos atrasado
Isso é irônico, não acha?
(Refrão)
É como chuva no dia do seu casamento
É uma passagem de graça, quando você já pagou
É o bom conselho que você não aceitou
E quem teria imaginado... isto acontece
(Link para a letra
completa)
Bem, agora vem o clipe do youtube.
Como eu já fiz uma homenagem a murphy, agora eu rio com vocês sobre as Irônias da vida.
(VÍDEO)
É o que eu posso postar hoje, um abraço =)
POSTADO POR ANDREY, como diria uma amiga minha 10 segundos antes de eu publicar essa matéria. Irônico, não acham?
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Apenas uma Teoria
Quer dizer, é tudo tão subjetivo. O Agora, por exemplo. É um conceito completamente abstrato e indeterminado.
Porém se olharmos o mundo como uma grande maquete veremos o movimento dos cosmos, a luz e a vida como conceitos pré-programados afim de conspirarem entre si de uma forma coesiva e inteligente.
É a união do pensamento lógico clássico com uma matemática superior que leva em conta fatores e constantes ainda desconhecidos pelo homem..
Fenômenos que não se resumem em simples equações e que não podem ser determinados por simples cálculos matemáticos.
È algo que vai além de nossa compreenção.
E como agarrar isso? Bem, se olharmos por esse ponto de vista chegamos a conclusão de que o Universo funciona com suas próprias leis, cabe a nos recebelas e interpreta-las de acordo com nossa cede por conhecimento.
(POSTADO 1 MINUTO ANTES DA MAMÃE DESLIGAR O COMPUTADOR. DEPOIS EU ARRUMO(
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A Inteligência a favor da Simplicidade
Sou um explorador. Viajo o mundo desvendando os mistérios por trás dos livros grossos e empoeirados no topo da instante. Dediquei toda a minha vida a observar e encontrar coisas além de nossa compreensão.
Nesse instante me imagino ao um ano atrás, sentado à mesa da biblioteca rodeada por pilhas inacabáveis de enciclopédias e artigos de jornais, tentando encontrar o meu espaço no grupo cerrado das mentes brilhantes, autoras das mais famosas invenções e descobertas.
Foi assim do dia para a noite que abandonei o pensamento singular e assim, meu futuro como cientista.
É uma questão de acreditar que tudo o que é complicado está correto. Como números e letras! Ambos transmitem certa segurança aos homens da ciência. Estes gostam de tirar conclusões, estabelecer leis e formular teorias.
Os homens inteligentes se acham donos da verdade.
Esses são também os homens mais ignorantes da face da terra, pois estão presos ao padrão de pensamento singular e assim fechados a novas experiências.
Por toda a sua existência o homem tentou explicar os maiores fenômenos dentro e fora de sua compreensão.
Nos últimos anos lançamos foguetes, curamos doenças e descobrimos tesouros.
Mas hoje, em pleno século 21 chegamos a um impasse.
O que faz sentido afinal? Os propósitos, as chances, as expectativas. O que pensar do futuro?
Nas escolas procuramos formar pessoas esclarecidas.
Entretanto se diz “esclarecida” de acordo com a nossa perspectiva da vida e do universo, por que o verdadeiro esclarecimento não se resume apenas na política, na economia e na religião.
Já notou como a simplicidade passa despercebida por nosso dia-a-dia? Na realidade só temos olhos para anúncios e cartazes que nos chamam a atenção com suas cores e formas ousadas.
Por trás das coisas simples se escondem universos de extrema filosofia e reflexão.
Diferente do que dizem os homens da ciência, o simples é mais complicado do que aparenta ser.
André Torres
Ao Tocar do Telefone
Ao Tocar do Telefone
Toca o telefone. O silêncio é finalmente quebrado.
Levanto-me com calma da poltrona onde descansava ao som de uma rápida chuva após um longo dia de trabalho. O chá provavelmente já se esfriará; O relógio cuco no topo da parede marca onze horas
Na estante, livros de romance policial degradados com o tempo e cobertos por uma fina camada de pó. Na parede, um quadro torto há muito tempo esquecido; A paisagem permanecia a mesma, mas os personagens não estavam mais ali.
Na caixa de correio, nenhuma correspondência se não cartas dos muitos bancos do qual sou cliente. A fachada desbotada e o jardim de grama alta evidenciam a idade da residência. Casa número 42; A última de uma longa rua sem saída.
Uma chuva trazia consigo o familiar cheiro de orvalho que perfumava a noite estrelada de verão.
No caminho vejo rapidamente a minha velha máquina de escrever (Até então desativada), a qual ocupa metade da mesa de centro, divide espaço apenas com os vários recortes de jornal e anotações manchadas por lágrimas de amor.
Lembrei-me que esquecei a janela do quarto superior aberta. O ranger da porta é de dar calafrios em qualquer um que ousa violar a velha porta de madeira para penetrar em um quarto separado do resto da casa.
Trajes e acessórios dos mais diferentes estilos e épocas evidenciam a idade de seu proprietário. Cuidadosamente colocados em Arcas de Carvalho, ainda guardam o mesmo aroma da juventude.
Desvio a minha atenção por um momento para o piano no centro. Há tempos já perderá a prática. Teriam sido apagadas todas as musicas de meu repertório? Quem sabe se o instrumento se esqueceu dos maravilhosos anos de ouro. Talvez os discos de LP perderam a graça, ou ainda as fitas no fundo da gaveta que se desgastaram antes da horário previsto.
Ao tocar do telefone, o chá já não tinha o mesmo gosto. O orvalho não tinha o mesmo cheiro. Ao tocar do telefone, nada mais fazia sentido na velha casa da Rua 7.
Um ar de mistério ainda circulava por entre os longos corredores do casarão. Uma dúvida guardada por sete chaves durante anos de expectativas estava prestes a ser esclarecida. Um único telefonema.
A esperança, até então adormecida na caixinha de música, retorna por alguns poucos segundos na medida em que me aproximo de uma resposta concreta.
Como o som de uma bala ao cortar o silêncio e a imensidão do deserto, o tocar do brilhante telefone vermelho traz consigo memórias de anos de festas e prazeres.
Tempos como esses não são de se jogar fora.
Ficam para sempre registrados involuntariamente em nossas mentes. Anos preciosos como um colar diamantes, mas que não se podem resumir no momento. Tempos de ouro duram bem mais do que se pode imaginar.
Pensamentos inundam minha mente numa fração de segundos.; A distância entre a cômoda é tão pequena, mas porque cargas d’água me ponho tão distante?!
Um minuto, igual a todos outros? Um minuto qualquer, não faz diferença alguma, é apenas mais um minuto no meio de tantos outros. É o mesmo minuto para todos no planeta.
Um minuto passa mais rápido do que se pode aproveitar. Mais rápido do que se pode perceber.
Atendo ao telefone.
Há muito tempo venho esperando por aquele minuto. Um único minuto.
E o que ouço?
André Torres
Caramba, você chegou até aqui?! Leu tuuudo isso ai em cima?! Parabéns!!
Olá! Sejam muito bem-vindos ao meu Blog. Aqui nesse endereço você encontra muuuitas das minhas melhores obras. Dê uma olhada e emocione-se com os romances, mas não deixe de visitar a grande sessão de histórias engraçados e dar umas boas risadas com minhas “estranhas” e inusitadas experiências de vida. Mas se você é um sonhador ou está apaixonado também vai gostar dos textos emocionantes, dos reflexivos e das poesias. Bom, entrem, fiquem o tempo que quiserem e boa diversão!